Com que tênis eu vou? O velho de guerra já está cansado, afinal de contas ele já correu mais de 700km. E agora estou na procura de um sucessor, hoje corro com o Zoom Fly 2 e o Air Max Sequent que já rodou 500km e esse foi um presente da mamãe e só corri isso tudo com ele porque foi presente, pois como o drop é alto falta estabilidade e o peso recai todo na unha ughhh.
Parenteses aqui para o Gustavo Maia do Programa Fôlego o cara mata a pau nas análises de produtos com a série Testamos. Já faz um tempo que estou pesquisando e assistindo alguns reviews interessantes e cheguei na seguinte conclusão, que preciso de um tênis para treinos longos e outro para treinos curtos, ou seja, um robusto e um levinho. Mas após 3.000km de corrida nesses 4 anos a gente vai adquirindo alguma experiência (manias) e eu tenho um monte delas, exemplo não gosto de tênis muito alto, o que isso quer dizer? Esses amortecimentos super ultra motherfucker não me encantam, muito pelo contrário, e você vai me perguntar: então vai para os Free da Nike? Também não é por aí, esse negócio de muito fora da caixa também não é o ideal, eu só quero um tênis mais estruturado, mas que não tenham aquele saltão. Lembrando que tenho 1,78cm e 80kg, por isso não pode ser um tênis muito baixo por conta do meu peso.
Antes de testar os escolhidos em uma loja física eu já cheguei a uma conclusão, que eu gostava mais de quando não sabia tanto sobre tênis e chegava na loja calçava e escolhia o mais bonito hahahaha, claro que isso é brincadeira, mas com seu tanto de verdade. Valeu pessoal daqui a pouco eu volto com os finalistas!!!
Salve, salve gordinhos! Hoje vamos falar de mais um apetrecho tecnológico que todos, eu disse todos, deveriam usar numa prática esportiva. Trata-se do frequencímetro.
Como eu tinha hipertensão esse era um dos meus dilemas - como que um gordo sem condicionamento nenhum e com pressão alta poderia sair por aí correndo? E ainda por cima de dia, onde a temperatura sempre é mais quente. Pesquisando no "pai dos burros" descobri um aparelho que media a pulsação, mas que eu só lembra em ter visto com Ayrton Senna! Tratava-se do MFC. Mas para que isso serve?
O frequencímetro basicamente mede seu nível de
esforço cardiológico, o cálculo mais famoso é o de
220 menos a idade para homens e 226 menos idade para mulheres, deste cálculo tiramos seu nível de esforço máximo, mas como nada é fácil nesta vida ainda temos mais cálculo para fazer.No site copacabana runners você encontra esta planilha que já calcula todas as suas zonas alvo. O ideal é começar devagar e conforme sua FC for baixando você vai aumentando a intensidade do exercício. Eu comecei caminhando com uma FC de 165 a 170 bpm (péssimo condicionamento), conforme o tempo foi passando os batimentos foram baixando e hoje eu corro num pace de 6 a 6,5 min/km neste mesmo batimento e o frequencímetro serve muito para isso também, é um fator psicológico importantíssimo você conseguir medir o tamanho da sua conquista é uns 30, 40% do processo de emagrecimento. Pesquisando a gente encontra muita coisa na internet eu li que ninguém morre correndo numa frequência de 100% da sua capacidade, mas o que acontece são lesões leves ou graves, desmaios e outras coisas, mas falando sobre minha vasta experiência de 6 meses usando o aparelhinho que ficou famoso com o Senna é o seguinte, eu começo caminhando na zona de (50-60%) uns 5 min depois correndo mais 5 min (60-70%) depois eu vou alternando entre as outras três zonas conforme meu nível de cansaço, mas fico mais tempo entre (80-90%). Pra mim este é principal papel do monitor, eu sei que não importa o meu ritmo de corrida, se minha frequência cardíaca estiver na zona 90-100% eu não vou aguentar correr por mais 5min, agora deu para entender porque uma pessoa no começo não deve correr nesta zona logo de cara? Pensa no psicológico desta pessoa? Corre 2-3 min e caminha 10min, depois corre mais 3min e morre, não importa a velocidade para sua cabeça o que importa é o nível de cansaço, se eu corri 2 min e estou esgotado você não vai querer correr mais, o ideal seria correr numa zona confortável o maior tempo possível e depois ir aumentando. Outro fator crucial, antes de terminar a corrida é muito importante você ir baixando aos poucos seu ritmo, antes de ler sobre isso, uma vez corri 2hrs e no final parei de vez e me sentei, o que aconteceu é que os batimentos de 170 foram para 130-120 bpm quase que instantaneamente e a consequência disso é tontura e desmaio.
Sobre as marcas de frequencímetros eu já testei duas, Speedo e Polar a primeira eu passei para minha esposa, não preciso falar mais nada rs! A cinta da polar é a prova d'água (já usei para nadar) e a precisão é 99% já a da Speedo é muito falho, o único problema da cinta da Polar é que quando acabar a bateria tem que comprar outra e jogar a velha fora, mas pensando bem eles prometem uma utilização de umas 700 horas isso daria uns 3 anos se depois disso ainda sobrar elástico na cinta? É melhor jogar fora mesmo. Mas fiquem a vontade para escolher a marca de sua preferência existem várias no mercado, só cuidado com as xing ling da vida. De resto é isso pessoal até a próxima! Vou deixar um vídeo sobre um monitor da Adidas o Micoach Smart Run que é meu sonho de consumo se tiver alguém querendo fazer uma boa ação de Natal, vai a dica...
Hoje vamos falar sobre biomecânica da corrida, existe um jeito certo para correr sem sentir dor? Sim, existe. Primeiro falamos sobre o melhor tênis para correr e agora irei falar sobre o jeito certo de correr. Em dezembro eu me matriculei numa academia por causa do horário que eu tinha para correr (11:00 à 13:00). Além de tudo chegou a hora de fazer um trabalho de fortalecimento muscular para passar para outro nível em desempenho.
Nesta semana enquanto eu corria presenciei duas pessoas, em dias diferentes, testando o amortecimento da esteira e do tênis. A primeira pessoa era uma mulher que aparentemente estava no seu peso ideal e correndo num pace de quem tinha um bom condicionamento, mas ela fazia tanto barulho nas passadas que todos olhavam para ela meio assustados. O problema é que essa reação serviu para ela achar que estava "abafando" e correr cada vez mais com o calcanhar.
O segundo era um homem que deveria pesar mais de 100kg e provavelmente estava no primeiro mês de corrida, porque ele corria de 3 a 5 min e parava. O cara com aquele peso todo corria a 13 km/h martelando o calcanhar na esteira tão forte que a máquina parecia que ia dobrar com ele dentro. Primeiro que uma pessoa no início do processo não tem motivo para correr nesta velocidade, por isso o uso do frequencímetro é importante.
Ele estava muito acima da sua capacidade, por curiosidade eu aumentei a velocidade para 14 km/h e mesmo querendo não consegui fazer metade do barulho que ele estava fazendo. Por pouco eu não falei com ele sobre o que aquilo acarretaria mais para frente, mas meu bom senso não permitiu. Curiosamente os dois usavam os principais têni$ em amortecimento, ela um Nike Air e ele um modelo que desconheço, mas com um mega amortecimento.
Quando comecei a correr, eu não corri nas primeiras 3 semanas, só caminhava e mesmo assim depois que comecei a correr o percurso todo, durante o exercício meus calcanhares me matavam, depois foi o joelho, depois a coluna e de vez em quando um dedo ou outro do pé, quando fui pesquisar sobre tênis e biomecânica da corrida na hora parei de correr com o Adidas Bounce. Se eles tiverem sorte é isso que vai acontecer com eles também ou então vão ter lesões mais graves que dificultarão o processo todo.
Eu sou do tipo de pessoa que qualquer dúvida vou no google pesquisar, depois que eu vi essa mesa redonda abaixo minha maneira de correr mudou radicalmente e agora mesmo que eu queira, não importa a velocidade, eu não corro sobrecarregando os calcanhares. Mais um ponto para o Poder do Hábito, eu mudei minha biomecânica de corrida, no começo foi muito difícil eu tinha que me policiar o tempo todo, corria olhando para baixo para ver meus pés. Hoje eu corro de 12 a 15km e as únicas dores que sinto são musculares. Este vídeo do Corrida no Ar foi sem dúvida um dos mais esclarecedores que encontrei na internet sobre biomecânica da corrida. Veja e não se arrependa!